Relatório Anual e
de Sustentabilidade

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Biodiversidade

A partir do momento em que a Chesf compreende os impactos de sua operação é possível iniciar o trabalho para evitar, mitigar e compensar os impactos negativos. Sabendo que as usinas hidrelétricas podem causar impacto significativo na fauna e flora em Áreas de Preservação Permanente (APP), durante os estudos para novos empreendimentos a Chesf utiliza ferramentas de geoprocessamento que permitem realizar análises complexas ao integrar dados de diversas fontes e criar bancos de dados georreferenciados que possibilitam o menor impacto na biodiversidade. Além disso, durante a implantação e operação, é realizado o monitoramento na área de influência para correção de qualquer desvio, o que pode resultar em alterações no projeto.

No caso dos empreendimentos de transmissão, por exemplo, é adotado o procedimento de elevação de torres e são realizados programas de replantio seletivo no entorno dos empreendimentos e de resgate de fauna e flora. Adicionalmente, a Chesf mantém uma estação de piscicultura para repovoamento do rio e dos reservatórios e, também, um viveiro florestal que produz e distribui mudas nativas na região com vistas à recuperação de matas ciliares e outras áreas degradadas.

 

Protegendo as espécies

Em 2016, a Chesf deu continuidade ao programa de recomposição da mata ciliar na região do Baixo São Francisco a jusante de Xingó com o plantio de 49.000 mudas. Já nos reservatórios de Pedra e Funil, na Bahia, foram plantadas 6.759 mudas em 7,51 hectares na Área de Preservação Permanente (APP). Ademais, a Companhia desenvolve um programa de restauração em 10 hectares de mata atlântica no Refúgio de Vida Silvestre Mata do Junco (RVS Mata do Junco) no Estado de Sergipe.

Nas áreas degradadas foi implantado o Programa de Recuperação das Áreas Degradadas (PRAD), anteriormente apresentado ao IBAMA. As atividades foram desenvolvidas com a utilização de técnicas de bioengenharia de solos para a imediata requalificação ambiental. Um exemplo do trabalho executado ocorreu no entorno da SE Camaçari IV, onde após um ano do plantio pode-se observar o retorno da fauna com predominância de jandaias (Psittacidae sp) e o aparecimento de novos arbustos na vegetação.

Com relação à fauna, durante o ano não foi identificada nenhuma nova espécie ameaçada de extinção. A Companhia monitora as espécies presentes, tanto no negócio de Geração quanto Transmissão, realizando Estudo de Monitoramento de Fauna e Flora a cada quatro anos. No que tange à conservação, o estudo apontou a necessidade de ações futuras para proteger o Pica Pau do Parnaíba (Celeus obrieni), espécie endêmica presente nos empreendimentos de Geração.


Quadro das espécies na lista vermelha da IUCN e listas nacionais

Espécies ameaçadas e vulneráveis*   2014   2015   2016 
Criticamente ameaçadas de extinção 0 0 0
Ameaçadas de extinção 39 39 39
Vulneráveis 32 32 32
Quase ameaçadas 0 0 0
Pouco preocupantes 236 317 317
* Considerando Lista Nacional e Lista Vermelha da IUCN (International Union for Conservation of Nature).